“As crianças têm de começar de novo”: Dom Kizito sobre os protestos contra migrantes
As crianças estão entre as pessoas mais afetadas pelos recentes protestos na África do Sul contra migrantes sem documentos. Segundo o bispo responsável pelo Gabinete para os Migrantes, Refugiados e Tráfico de Seres Humanos da Conferência Episcopal Católica da África Austral (SACBC), algumas foram obrigadas a deixar o país e a recomeçar a educação e a vida em outro lugar.
Em declarações reproduzidas pela Igreja, o bispo Dom Kizito afirmou que as crianças precisam "começar de novo" após os episódios de violência. A fala resume o impacto da onda de ataques sobre famílias migrantes, que tiveram de abandonar casas, escolas e rotinas já estabelecidas na África do Sul.
O gabinete da SACBC acompanha a situação de migrantes, refugiados e vítimas de tráfico de seres humanos na região. A preocupação central destacada pela Igreja é o efeito duradouro sobre menores, que perdem vínculos escolares e comunitários quando são forçados a se deslocar às pressas.
De acordo com o relato, o recomeço em outro país envolve não apenas a mudança de endereço, mas a reconstrução de toda a trajetória educacional. Crianças que já estavam matriculadas precisam se adaptar a novos sistemas de ensino, muitas vezes em situação de instabilidade e sem garantia de continuidade dos estudos.
Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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