Após perder eleição, Leila do Vôlei pede licença de 4 meses e não volta ao Senado
A senadora Leila Barros (PDT-DF), conhecida como Leila do Vôlei, pediu licença médica de quatro meses do Senado e não retornará mais ao mandato. O requerimento foi apresentado nesta segunda-feira (5), após ela perder a disputa pela reeleição no Distrito Federal.
Leila ficou em terceiro lugar na eleição para o Senado no DF, com 686.340 votos (21,25%). A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi a candidata mais votada, com 938.496 votos (29,05%), seguida pela senadora Bia Kicis, com 886.616 votos (27,44%). Ambas são do PL. Leila foi eleita em 2018 e tentou a reeleição neste ano.
Segundo a senadora, o afastamento para "cuidar da saúde e de assuntos particulares" não é remunerado. O pedido de licença foi enviado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AL), e não informa qual seria o problema de saúde da parlamentar. O requerimento foi aprovado nesta terça-feira (6).
Com a licença, a primeira suplente de Leila, Leany Lemos (PSB-DF), assumiu o cargo nesta tarde e permanecerá no Senado até a posse da nova legislatura, em 1º de fevereiro de 2027. Em seu discurso, Leany afirmou que, durante os 120 dias como senadora, seu compromisso será com a democracia e a qualidade das instituições, com o fortalecimento do federalismo e com políticas públicas transparentes e eficientes, informou a Agência Senado.
Nascida em Brasília, em 1970, Leany é consultora legislativa do Senado, formada em letras, com mestrado em ciências políticas, doutorado em estudos comparativos das Américas e pós-doutorado em ciências políticas. Em 2019, foi secretária do Planejamento do Rio Grande do Sul, coordenadora do Comitê de Dados da Pandemia de Covid-19 e presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, tendo sido a primeira mulher nessa função. Entre 2023 e 2024, foi secretária nacional de Planejamento do Ministério de Planejamento e Orçamento. Atualmente, é CEO do Instituto Trajetórias, organização sem fins lucrativos que apoia alunos em mestrados em universidades internacionais de excelência.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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