Após declarações nazistas, shows de Kanye West na Rússia geram polêmica e questionamentos a Putin
O anúncio de dois shows do rapper Kanye West em um estádio em São Petersburgo, na Rússia, marcados para outubro, gerou polêmica no cenário político local e levou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a ser questionado nesta quinta-feira (20) sobre a possibilidade de um encontro entre o artista e o presidente Vladimir Putin. Segundo a imprensa russa, mais de 100 mil ingressos já foram vendidos para as apresentações na Gazprom Arena, que serão as maiores de um artista ocidental no país desde o início da ofensiva contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Parlamentares e autoridades reagiram ao anúncio. Enquanto um deputado agradeceu a West por não ceder à "histeria antirrussa", o parlamentar Nikolai Novichkov criticou as declarações do rapper que glorificam o líder nazista Adolf Hitler. O artista, que também usa o nome "Ye", já provocou indignação ao elogiar Hitler, lançar uma música intitulada "Heil Hitler" e vender camisetas com uma suástica em seu site. A legislação russa contra a "reabilitação do nazismo" prevê punições para a negação do Holocausto e a divulgação de informações falsas sobre o Terceiro Reich, lei frequentemente usada contra críticos do Kremlin. Reino Unido, França e Polônia estão entre os países que proibiram West de se apresentar em seus territórios neste ano.
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