Amadou Hampâté Bâ, um pensamento que permanece como referência
Para Amadou Hampâté Bâ, a história da África não poderia ser limitada à era colonial — era preciso partir da antiguidade. Com essa convicção, o escritor e historiador malinês dedicou-se à recolha das tradições orais do continente, movimento que sintetizou em uma de suas frases mais célebres: “Em África, um ancião que morre é uma biblioteca que arde”.
A defesa da valorização das tradições orais encontrou eco na UNESCO, que acatou a proposta e publicou diversos volumes da coleção História da África. Trinta e cinco anos após sua morte, o pensamento de Hampâté Bâ segue como referência para o continente e para o mundo, como destaca o cronista Filinto Elísio nesta análise dedicada ao autor.
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