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'Alberta mais forte em Canadá unido': província vota para seguir sendo parte do país

Por Ivan Marra
Atualizado em 20/10/2026 às 14:50 schedule 3 min de leitura visibility 9 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Os eleitores da província de Alberta, no Canadá, rejeitaram por ampla margem a proposta de iniciar um processo que poderia levar à independência da região, segundo projeções da rede de televisão canadense CBC. Com mais de um milhão de votos apurados nas primeiras horas desta terça-feira (20/10) — cerca de um terço do total —, aproximadamente 76% apoiavam a permanência de Alberta no Canadá, contra 23% favoráveis a dar início ao processo separatista.

A consulta apresentou aos eleitores duas opções na cédula: permanecer no país ou iniciar o processo legal exigido pela Constituição canadense para a realização de um referendo provincial vinculante sobre a separação. A pergunta sobre a independência era a décima de um total de dez apresentadas aos votantes. As outras nove abordavam temas como imigração, saúde e educação, mas ficaram ofuscadas pelo debate sobre a secessão.

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, comentou o resultado após o anúncio das projeções preliminares. "Os habitantes de Alberta tomaram uma decisão clara. Escolheram a unidade, construir um futuro juntos e cuidar uns dos outros", afirmou. "Agora temos a oportunidade de aproveitar tudo o que temos como canadenses. Recebemos o melhor país do mundo e podemos torná-lo um lugar melhor para todos." A primeira-ministra de Alberta, Danielle Smith, disse estar muito satisfeita com o "apoio generalizado" à permanência e escreveu em uma publicação no X: "Os habitantes de Alberta votaram por uma Alberta mais forte dentro de um Canadá unido".

Por décadas, parte dos moradores de Alberta — província tradicionalmente conservadora e rica em petróleo — reclamava que o governo federal, sediado em Ottawa, tratava a região apenas como fonte de recursos e que sua voz tinha pouco peso na política canadense. As ideias separatistas permaneceram à margem do debate até que o liberal Justin Trudeau foi reeleito primeiro-ministro, em 2019. A partir dali, surgiram assembleias cidadãs em pequenas localidades defendendo a separação, e o movimento ganhou força com o descontentamento em relação à resposta de Trudeau à pandemia de covid-19 e às medidas de vacinação obrigatória. Muitos defensores da secessão sustentam que o crescimento econômico da província foi prejudicado pelas políticas ambientais do governo federal.

A discussão, porém, não foi encerrada. Líderes do movimento separatista indicaram que planejam remover Smith do comando do Partido Conservador Unido, na esperança de colocar à frente da sigla alguém mais simpático à causa. O advogado Jeffrey Rath, um dos líderes do movimento, adotou tom desafiador após a divulgação das projeções, afirmando que "nosso movimento não vai parar e continuamos avançando". Em entrevista à BBC, ele descreveu a votação de segunda-feira como um "primeiro passo" que trouxe "lições valiosas" ao movimento. Questionado se pretende continuar promovendo votações sobre a independência até obter o resultado desejado, respondeu: "Por que não?".

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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