Afeganistão: 20 milhões de pessoas sem segurança alimentar
Quase 20 milhões de pessoas vivem em situação de insegurança alimentar no Afeganistão, país controlado pelo Talibã. Os dados constam da análise mais recente da Classificação Integrada de Segurança Alimentar (IPC), citada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA).
Segundo o levantamento, 38% da população afegã está em situação de emergência alimentar — quase quatro em cada dez pessoas. Por trás dos números, a pobreza impede que muitas famílias tenham acesso regular a alimentos, enquanto a desnutrição ameaça a saúde das crianças.
A classificação do IPC organiza os níveis de insegurança alimentar em escala que vai da situação de estresse até a emergência e a fome catastrófica. O patamar apontado no Afeganistão indica que parcelas expressivas da população não conseguem cobrir necessidades básicas de alimentação e dependem de assistência para sobreviver.
O quadro se soma às condições econômicas do país desde a volta do Talibã ao poder, com impacto direto sobre o poder de compra das famílias e o acesso a itens essenciais. A desnutrição, especialmente entre crianças, é apontada como uma das consequências mais graves da falta de alimentos adequados.
Os números da análise do IPC são divulgados com base em avaliações de segurança alimentar conduzidas no país e servem de referência para o planejamento de ações humanitárias voltadas ao Afeganistão.
Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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