A vida e os sucessos de Dolly Parton, a lenda da música country que morreu aos 80 anos
A cantora, compositora e atriz Dolly Parton morreu nesta terça-feira (25/8), aos 80 anos, segundo comunicado da família. Nascida em 1946 nas montanhas Great Smoky do Tennessee, nos Estados Unidos, ela cresceu em uma cabana de um cômodo, como a quarta de 12 filhos de uma família de agricultores pobres. A música já fazia parte de sua rotina: a mãe cantava músicas folk, e um tio, Bill Owens, a acompanhava ao violão nas primeiras apresentações e teve papel importante no início da carreira.
Aos seis anos, Dolly começou a cantar na igreja local, onde o avô era pastor. Na adolescência, já se apresentava em uma emissora de televisão da região. Em 1959, aos 13 anos, subiu ao palco do Grand Ole Opry, em Nashville, considerado o maior palco da música country, apresentada por Johnny Cash. Após concluir o ensino médio, em 1964, mudou-se para Nashville para seguir carreira. No primeiro dia na cidade, conheceu Carl Dean, com quem se casou dois anos depois e permaneceu até a morte dele, em 2025.
Em Nashville, o talento de Dolly chamou a atenção do cantor Porter Wagoner, que a contratou para seu programa de televisão. A parceria de sete anos rendeu uma das duplas mais populares do gênero, mas a relação era complicada. Em 1974, ela deixou o programa para se dedicar à carreira solo e escreveu, como despedida, "I Will Always Love You". Naquele ano, Elvis Presley chegou a ensaiar uma gravação da música, mas o acordo foi desfeito quando o empresário do cantor exigiu metade dos direitos autorais. Em 1992, Whitney Houston transformou a canção em um clássico mundial.
Outro grande sucesso de 1974 foi "Jolene", inspirada em uma bancária ruiva que flertava com seu marido. A música foi regravada por artistas como The White Stripes, Miley Cyrus e Beyoncé. Ao longo de sete décadas de carreira, Dolly Parton conquistou dez prêmios Grammy, vendeu mais de 100 milhões de discos e escreveu mais de 3 mil músicas. Ela se considerava, antes de tudo, uma compositora. "É a minha maneira de me expressar. É a minha terapia", disse.
Em 1980, a música-tema que escreveu para o filme "Como Eliminar seu Chefe" a lançou ao estrelato. A atriz Jane Fonda, que produziu e estrelou o longa, fez um acordo: Dolly atuaria no filme se também pudesse compor a canção. A faixa foi inspirada no som de suas unhas de acrílico batendo umas nas outras, que lembrava uma máquina de escrever. Detalhes sobre a morte e o velório não foram divulgados pela família.
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