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A ofensiva de Lula sobre eleitores de direita contra Flávio no 2º turno

Por Ivan Marra
Atualizado em 15/10/2026 às 17:20 schedule 3 min de leitura visibility 10 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou ao segundo turno das eleições de 2026 sem apoio de outros nomes da esquerda na disputa contra Flávio Bolsonaro (PL). Isolado em seu campo político e precisando virar o jogo para permanecer mais quatro anos no Palácio do Planalto, o petista tem buscado convencer eleitores de direita de que seu oponente não os representa.

A estratégia da campanha lulista é descolar a direita mais pragmática de Flávio e, com isso, atrair votos de eleitores de centro e de quem votou em outros candidatos no primeiro turno. Na avaliação da campanha, o movimento também serve para evitar que esses votos migrem para o senador em 25 de outubro, dia da votação decisiva.

O plano foi encampado inicialmente pela deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), que se aproximou do quartel-general da campanha de Lula, sobretudo por sua atuação nas redes sociais. Em vídeo publicado no Instagram, ela afirmou que "a direita foi engolida pelo bolsonarismo" e que o Brasil teria hoje três espectros políticos: esquerda, direita e bolsonarismo. A deputada dirigiu-se especificamente ao eleitor de Renan Santos (Missão), que recebeu 2,67 milhões de votos, equivalentes a 2,24% dos votos válidos.

Logo após o primeiro turno, Renan Santos criticou Flávio, chamou-o de "desqualificado, covarde e burro" e disse que no Brasil "não existe direita para além de Bolsonaro". A fala foi repercutida por grupos e perfis de esquerda na internet.

Na tentativa de atrair eleitores de direita não totalmente alinhados à família Bolsonaro, perfis e influenciadores de esquerda passaram a espalhar vídeos antigos de nomes tradicionais da direita elogiando Lula, sem mencionar que se tratam de registros antigos. Entre eles está uma declaração de 2022 do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que naquele ano apoiou Lula no segundo turno contra Jair Bolsonaro, e uma entrevista de 2010 do tucano Aécio Neves. Também foi resgatado um vídeo de 2019 do ex-ministro da Economia Paulo Guedes em sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, no qual ele afirma que Lula "pegou R$ 10 bilhões só" e atingiu 40 milhões de famílias com o Bolsa Família.

Pesquisa de intenções de voto do instituto Nexus, contratada pelo Banco BTG Pactual e divulgada na terça-feira (12), aponta que eleitores que votaram em Renan Santos e em Augusto Cury (Avante) no primeiro turno têm alguma abertura para votar em Lula no segundo. Entre os que disseram ter votado em Cury, 41% consideram votar no petista; no caso do ex-candidato do Missão, 30% afirmaram que votariam em Lula. Os índices são próximos aos dos que pretendem votar em Flávio em 25 de outubro. O levantamento ouviu 2.002 entrevistados entre 10 e 12 de outubro de 2026, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2 pontos percentuais, sob registro no TSE nº BR-07997/2026.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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