A importância do Credo Apostólico na vida das comunidades, séculos II e III
As comunidades cristãs se formaram nos séculos II e III também favorecidas pela estrutura do Império Romano, período em que não ocorreram muitas perseguições contra a religião cristã. O cristianismo se difundia nas periferias do Império, nas cidades, nos povoados e na vida do povo do campo. O paganismo estava presente nessas realidades, mas as pessoas convertidas, em sua grande maioria simples e pobres, difundiam cada vez mais o cristianismo, pelo contato com o Senhor Jesus por meio da Palavra e da Eucaristia.
Nesse contexto, o Credo Apostólico ajudou a vida cristã com as normas de fé e na liturgia da vida comunitária. Santo Ireneu, bispo de Lião, levou para a vida eclesial o Credo rezado e vivido nas comunidades no Ocidente, presente também no Oriente. A comunidade manifestava a fé em Deus como origem de todas as coisas: Ele não derivava de algo, enquanto por Ele foi criado cada ser que veio a este mundo.
Santo Ireneu comentou os três artigos da fé cristã, dos quais deriva a conversão de vida e a prática do amor. O primeiro refere-se a Deus Pai, incriado, invisível e Criador do Universo; o segundo ao Verbo de Deus, Jesus Cristo, por meio de quem o universo foi criado; o terceiro ao Espírito Santo, cujo poder os profetas profetizaram. O Credo teve grande importância nas comunidades porque colocava as realidades divinas sobre Deus Pai Criador, o Filho Redentor e o Espírito Santo Santificador, sendo fundamental para dissipar as heresias gnósticas em voga naqueles séculos.
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