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“A gente só recitava poesias de subversão”, diz poeta baiana

Atualizado em 12/08/2026 às 17:10 schedule 2 min de leitura visibility 19 visualizações share 0 compartilhamentos star star star star star (0)
“A gente só recitava poesias de subversão”, diz poeta baiana

No final dos anos 1970, em plena ditadura militar, um grupo de jovens poetas baianos desafiou a repressão ao ocupar uma praça pública para declamar versos. Em depoimento, uma das poetas do movimento relembra o período e resume o espírito da iniciativa: “A gente só recitava poesias de subversão”.

O encontro, organizado por jovens que viam na literatura uma forma de resistência, transformou o espaço público em palco para a palavra. Em um contexto de censura e cerceamento das liberdades, a poesia funcionava como instrumento de contestação política e expressão de descontentamento com o regime. A poetisa destaca que o ato de recitar em praça pública, por si só, já configurava uma posição de enfrentamento ao sistema.

A ação do grupo, ocorrida em Salvador, não se limitava à estética literária. Os versos escolhidos e declamados carregavam crítica social e questionamento político, o que atraía a atenção das autoridades. Ainda assim, os jovens poetas insistiam em ocupar o espaço público, cientes dos riscos que corriam.

O relato integra um resgate da memória cultural do período, evidenciando como a arte foi usada como trincheira contra a opressão. A poetisa não detalha se houve represálias diretas ou prisões após os encontros, mas a lembrança do grupo permanece como registro da resistência cultural baiana durante a ditadura.
Esta matéria foi criada pelo portal: agenciabrasil.ebc.com.br e repostada aqui por meio de feed e ou rss.

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Por Ivan Marra

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