A estratégia de Silas Malafaia nas redes que impulsionou aliados nas urnas
O pastor Silas Malafaia, líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, usou as redes sociais durante o período eleitoral para declarar apoio a candidatos ao Senado, à Câmara dos Deputados e às assembleias legislativas. Ao menos 27 candidatos apoiados por ele conquistaram vagas nas eleições de 2026.
O religioso gravou vídeos ao lado de candidatos ou enviando seu apoio. Em algumas publicações, dirigiu-se diretamente aos eleitores evangélicos; em outras, usou a expressão "povo abençoado" para se referir a eleitores de estados específicos ou a todos os brasileiros. Entre os argumentos usados ao declarar apoio a candidatos ao Senado estava a formação de uma maioria de direita na Casa. Nas manifestações online, Malafaia mencionou a possibilidade de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), presidir a Corte em 2027 e defendeu a eleição de senadores que apoiassem um eventual processo de impeachment do magistrado.
Na véspera da votação, o pastor publicou um vídeo em que apresentou seus candidatos no Rio de Janeiro e indicou a ordem de votação na urna eletrônica. Para deputado federal, recomendou Sóstenes Cavalcante (PL), destacando a liderança na bancada evangélica e no PL na Câmara. Para deputado estadual, indicou Alexandre Isquierdo Malafaia (PL), que não tem parentesco com o pastor, mas adotou o sobrenome nas urnas por razões eleitorais. Na disputa pelo Senado, pediu votos para Carlos Portinho (PL) e Marcelo Crivella (Republicanos). Para o governo fluminense, declarou apoio a Douglas Ruas (PL) e, na disputa presidencial, indicou Flávio Bolsonaro (PL).
Portinho foi o senador mais votado no estado, com 4.264.932 votos, e sua chapa teve Samuel Malafaia, irmão do pastor, como primeiro suplente. Crivella terminou a disputa pelo Senado na sexta colocação, com 539.598 votos. Sóstenes foi reeleito deputado federal com 170.290 votos, enquanto Alexandre Isquierdo Malafaia conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro com 83.461 votos. Douglas Ruas teve a eleição confirmada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anular os votos de Anthony Garotinho (Republicanos); com a retotalização, registrou 4.271.199 votos, o equivalente a 50,88% dos votos válidos.
Dias antes do primeiro turno, Malafaia postou uma "colinha" para os eleitores de São Paulo, indicando Marco Feliciano (PL) para deputado federal, Lisboa (PL) para deputado estadual, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) para as duas vagas ao Senado, Tarcísio de Freitas (Republicanos) para o governo do estado e Flávio à Presidência. Feliciano foi eleito com 122.119 votos para o quinto mandato consecutivo, Lisboa somou 67.413 votos, Derrite registrou 13.273.880 votos e André do Prado, 12.703.089, conquistando as duas vagas ao Senado pelo estado. Tarcísio foi reeleito com 14.491.874 votos.
O pastor também declarou apoio a integrantes da família Bolsonaro que disputaram vagas ao Senado. Michelle Bolsonaro (PL) foi eleita pelo Distrito Federal, com 938.496 votos, enquanto Carlos Bolsonaro (PL) conquistou uma cadeira por Santa Catarina, com 2.041.840 votos. Na Câmara, além de Sóstenes e Marco Feliciano, foram eleitos Filipe Martins (PL-TO), com 64.068 votos, e Fábio Souza (PL-GO), com 43.643 votos. A atuação alcançou ainda assembleias legislativas de outros estados: além de Lisboa, em São Paulo, Sargento Neto foi eleito na Paraíba pelo PL, com 42.452 votos.
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